segunda-feira, 3 de junho de 2013

FILHO, JÁ PARA O VÍDEO GAME!

Hoje em dia vemos vários casais em conflito e discussões infindáveis em torno do uso por seus filhos dos smartphones, tablets, computadores, video games e, lógico, ainda a televisão.

Não sou educador, e não quero entrar na área deles, mas conheço vários adultos que já consumiram muito todas essas coisas e tiraram muitos benefícios disso.

Há pessoas, por exemplo, que na adolescência melhoraram muito seu inglês jogando videogames e assistindo infinitas vezes aos seriados “Friends” e “Two and a Half Men”.

Da mesma forma, conheço pessoas que dominam quantidades excepcionais de cultura e conhecimentos de fatos e história, adquiridos via televisão ou surfando na internet

Aos pais mais preocupados já adianto que apoio a vida saudável, os esportes e que também, como pai, sei que as crianças e os adolescentes precisam de movimento, ar livre e saber balancear isso tudo com a importante tarefa de brincar de vídeo game e navegar na internet. Por isso, defendo que, assim como aconteceu com a manteiga, devemos tirar um pouco desse estigma de que os “eletrônicos” só fazem mal.

Existem, por exemplo, vídeos desenvolvidos para bebês que, comprovadamente, estimulam o raciocínio e o aprendizado e que muitos pais usam, percebendo seus benefícios.

Não podemos esperar que crianças e adolescentes nascidos nessa nova era deixem de ser consumidores vorazes de toda nova mídia que vier a aparecer.

Mas qual o interesse disso para nós, empreendedores?

Temos de estar atentos ao fato de que as oportunidades estarão não naquilo que é feito hoje, mas em tendências e projeções de coisas que ainda não existem.

Empreendedores que hoje se preocupam em como irão trabalhar seu negócio na web não fazem nada além de sua obrigação. Se quiserem realmente conquistar o mercado, deverão observar essas crianças e adolescentes que em pouquíssimo tempo serão consumidores empenhados em transformar dramaticamente o cenário em que hoje trabalhamos.

É muito comum ouvir das pessoas que não pretendem investir em determinada novidade tecnológica porque hoje corresponde apenas a uma ínfima parte de suas receitas. Mas quem está falando em hoje?

Não podemos esquecer que empreender significa, várias vezes, fazer o que ninguém está fazendo, deixar de gerar receita no curto prazo e trabalhar em cima de incertezas ou apenas de “feeling” de tendências.

O meu alerta aqui vai para a atenção que precisamos dedicar a essa geração cada vez mais consumidora de mídias diferentes. Ela está muito mais familiarizada com as operações tecnológicas e possuem estruturas mentais completamente diferentes das nossas. (Alguém já observou uma criança de 3 anos brincando com um smartphone ou um tablet?)

As novas estruturas mentais permitirão a essa geração pensar o que chamamos de mundo virtual como um mundo real, conseguindo criar relações de oportunidades, trânsito e interação distintas das que estabelecemos.

Sendo assim, empreendedores, fiquem atentos a essa “galera” que certamente comprará coisas de forma diferente da que compramos hoje e que também transitará por um mundo que ainda não conhecemos.

Pense fora da caixa, permita-se “viajar na maionese” e tenha certeza de que, por maior que seja a sua viagem, provavelmente será menor do que a realidade futura.

Aos pais, deixo a mensagem: não coloquem tudo no mesmo saco e tentem absolver um pouco os eletrônicos, até porque eles serão responsáveis por grande parte do aprendizado futuro. Privar nossos filhos disso seria quase que privar uma pessoa de aprender a ler e escrever.

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