quarta-feira, 3 de julho de 2013

MANIFESTAÇÕES: SERIA UM BOM EXEMPLO PARA NÓS PROFISSIONAIS DA CONTABILIDADE?

O povo brasileiro de repente despertou de seu berço esplêndido, de onde costumeiramente produz toda sorte de indignação pelo rumo que segue o país. Indignação que logo se transforma em reclamações e mais do que depressa vira piada, simples lembranças e, em alguns casos, enredos de escolas de samba e nunca passa disso!
As imagens do povo na rua, jovens ou nem tanto, ricos e pobres, famosos e anônimos, mostrando àqueles que nós mesmos colocamos no poder que estamos insatisfeitos e não mais coniventes com eles e seus atos sempre duvidosos, têm tudo para virar uma página na história do Brasil e dar ao verdadeiro “dono do poder” os seus direitos. Afinal, diz nossa constituição que todo poder emana do povo e em nome dele deve ser exercido.
E nós, profissionais da contabilidade, também estamos em nosso “berço não tão esplêndido”, produzindo cada vez mais informações de toda espécie e de todo grau de complexidade para saciar a fome desmedida de arrecadação do Estado, além de enfrentarmos diariamente o monstro da burocracia burra que a nós é imposta por milhares de leis e normas e que, no intento de decifrá-las antes que nos devorem, sequer temos tempo para engrossarmos a multidão nas ruas?
Quando será o dia da nossa manifestação? Quando a classe contábil, em peso, largará as obrigações contábeis, fiscais, acessórias, etc um pouco de lado e sairá às ruas numa marcha contra tudo que sabemos que está errado em nosso meio? 
Recentemente, as entidades contábeis participaram do movimento “Simplifica Já”, que traz em seu bojo um projeto que busca eliminar um número considerável de tributos, reduzindo portanto a Carga Tributária e inúmeras obrigações fiscais/acessórias. Divulgamos o evento à exaustão e, no entanto, só uns poucos colegas foram dar seu apoio, o que nos leva a crer que temos mesmo muito que aprender com esse povo que está nas ruas.
Talvez, o exemplo que os chamados “caras pintadas” estão nos passando é o de que não temos o direito de não nos indignarmos mas obrigação, como cidadãos e como profissionais dignos, de mostrar, com braço forte, sem violência e sem badernas, o nosso poder de, quem sabe, reinventarmos a nossa pátria amada idolatrada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário